Como o álcool afeta a saúde cardiovascular — até onde vai a “dose segura”?
- Dr. Lucas Vital

- 29 de jun. de 2025
- 2 min de leitura

O consumo de bebidas alcoólicas é um hábito social comum, mas que levanta muitas dúvidas quando o assunto é a saúde do coração. Afinal, existe mesmo uma dose segura de álcool? E quais os efeitos do consumo regular sobre o sistema cardiovascular?
Álcool e coração: qual é a relação?
Em pequenas quantidades, o álcool já foi associado a alguns efeitos benéficos, como o aumento do HDL (colesterol “bom”). No entanto, estudos mais recentes têm mostrado que os riscos superam os possíveis benefícios — especialmente quando o consumo passa a ser frequente ou exagerado.
O álcool pode:
Aumentar a pressão arterial
Alterar os níveis de colesterol
Favorecer arritmias (batimentos irregulares do coração)
Sobrecarregar o músculo cardíaco, especialmente com o uso crônico
Estar relacionado a inflamações e ao aumento de peso
Em longo prazo, esses efeitos podem contribuir significativamente para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, como insuficiência cardíaca, AVC e infarto.
Existe uma dose segura?
Não existe uma quantidade totalmente segura que se aplique a todas as pessoas. Fatores como sexo, idade, histórico familiar, presença de doenças pré-existentes e até o uso de medicamentos influenciam o impacto do álcool no organismo.
De forma geral, diretrizes internacionais recomendam que, se for consumir, que seja de forma moderada. Para homens saudáveis, isso significa até 2 doses por dia; para mulheres, até 1 dose por dia (sendo que 1 dose equivale a cerca de 350 ml de cerveja, 150 ml de vinho ou 45 ml de destilado). Mas vale lembrar: isso não é um incentivo ao consumo, apenas um limite máximo sugerido para quem já tem esse hábito.
E se eu tiver um problema no coração?
Pessoas com hipertensão, arritmias, insuficiência cardíaca, colesterol alto ou qualquer outro problema cardiovascular devem conversar com o médico antes de consumir qualquer quantidade de bebida alcoólica. Em muitos casos, a recomendação é evitar totalmente.
A melhor forma de proteger a saúde cardiovascular ainda é manter hábitos saudáveis:
Alimentação equilibrada
Atividade física regular
Controle de doenças pré-existentes
Sono de qualidade
Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool
Se você tem dúvidas sobre o impacto do álcool na sua saúde ou já possui algum fator de risco, converse com seu cardiologista. A prevenção começa com informação e acompanhamento individualizado.


